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O contar em "A Fada, a flor e a Princesa"

  • 20 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de jun. de 2021


Apresentação de "A fada, a flor e a princesa". Créditos: Acervo Teatro da Pedra

Começo a refletir sobre Teatro Infantil a partir da construção do espetáculo “ A fada, a flor e a Princesa” (2012) do Teatro da Pedra, que me possibilitou olhar a contação de história no teatro e como linguagem, em que a narrativa está muito presente na criação.


Partimos da idéia de que a contação é um poderoso estímulo à imaginação e a criatividade, assim nos metemos a criar esse espetáculo voltando o nosso olhar para o público infantil.


O nosso desejo a partir do espetáculo era refletir sobre o tempo das crianças, sobre a escuta que devemos ter em relação a elas e sobre a importância de tentarmos olhar o mundo pela perspectiva infantil.


Foram inúmeras provocações que nos colocamos para a criação. Três atrizes (Elis Ferreira, Fernanda Nascimento e Paula Oliveira) em busca dessa pesquisa. Começamos então, a abrir as possibilidades das histórias. Fizemos uma pesquisa em histórias clássicas, histórias brasileiras e histórias contemporâneas e por fim criamos a partir das histórias, “As fadas” de Charles Perrault , “Vitória-régia” conto indígena, "Iara" um conto da cultura popular brasileira e “Procurando firme” de Ruth Rocha.


Ingresso de "A fada, a flor e a princesa". Créditos: Acervo pessoal

A partir das histórias, surgiram vários personagens que nos encantaram na narrativa. Também fomos atrás de músicas, pequenos poemas, parlendas, e anedotas que permearam as histórias. Trouxemos objetos que se transformavam e eram resinificados, como uma bacia, que para nós era a lua cheia.


"A fada, a flor e a princesa" é um espetáculo em que nós atrizes nos despojamos de uma alegria única. E a plateia sempre compunham a peça, de maneira atenta e observadora.


Me recordo de uma situação após uma apresentação em Tiradentes – MG. Uma menina veio até nós comentando sobre uma cena. Era a cena onde a princesa matava o dragão com três pulos que tinha aprendido na aula de balé e saia para conhecer o mundo. A menina então nos disse:


“Também sei fazer balé, agora só falta uma espada”.

Nos divertimos com o comentário e percebemos a importância do espetáculo e da linguagem que usamos. E foi do jeitinho que queríamos, um espetáculo, em que histórias e músicas se misturaram de maneira poética e simples e que cabia em qualquer espaço.


Caminhamos contando, cantando, encontrando gente grande e gente pequena e nos deparamos, até hoje, com a felicidade de contar.


*Parte das mídias exibidas neste blog pertence ao acervo do Teatro da Pedra.

 
 
 

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