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O corpo na cena

  • 20 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de jun. de 2021


Atividade de corpo na sede da antiga Cia. ManiCômicos. Créditos: Acervo Teatro da Pedra

Sobre o corpo na cena, quanta coisa pra dizer!


Para mim, o corpo constitui o eixo criador e comunicador da cena teatral. Este corpo que implica movimentos sensoriais e motores com o ambiente de pesquisa teatral. Nos percebemos pessoas que procuram atualizar suas percepções corporais e se comunicar através do corpo.


Desde 2007, me deparo com a pesquisa e o treinamento nos estudos de Laban, trazidos para a sala de ensaio do Teatro Pedra pelo diretor Juliano Pereira.


Através desse encontro constante, meu corpo é um descobridor dele mesmo. Quando está em treinamento, quando busca os movimentos a partir dos estímulos de Laban, ele vivencia os limites de suas possibilidades perceptivas, se contrai e se expande na medida em que adquiri percepções do espaço, muitas vezes viabilizadas pelo uso dos fatores de movimento, e instantaneamente se encontra criando.


Anotações pessoais sobre as atividades de corpo. Créditos: Arquivo pessoal

Ao explorar essas percepções, por meio do conjunto das capacidades sensíveis de nossos sentidos, em um regime complexo de simultaneidade, nós nos tornamos cientes de nosso papel e lugar no mundo.


Se pensarmos que é através do movimento que nós refinamos e expandimos o conhecimento de nós mesmos e do mundo, podemos entender o corpo enquanto o lugar onde nós atualizamos nossas respostas aos estímulos. Elaboramos nossas percepções do espaço, do mundo e de nós mesmos ao agirmos no meio que se altera. Por nossas ações instigadoras, fazemos novas combinações de movimentos, nos articulamos e criamos.


Para Laban temos combinações de ações sugeridas. Ações desenhadas no corpo. Brincamos de sacudir, flutuar, socar, deslizar, talhar, torcer, pontuar e pressionar. Tudo isso para termos a possibilidade de criarmos com o corpo no espaço.

Atividade de corpo na sede da antiga Cia. ManiCômicos. Créditos: Acervo Teatro da Pedra

É instigante, improvável, às vezes dolorido, rico, bonito e potente possibilitar ao nosso corpo, o movimento. Trazendo para ele a responsabilidade e a possibilidade da criação e da fruição teatral.

Já me machuquei, vomitei, me extasiei e me contorci “fazendo Laban”.

Estive no leve, no forte, no direto, no indireto, no sustentável e no repentino, com fluência livre e controlada, conceitos desse estudo.


As leituras e a prática desse trabalho do grupo, muito contribuem e desafiam meu pensar sobre o corpo, por conseguinte imprimem em meus trabalhos artísticos e educacionais, olhares antes impensados.


*Parte das mídias exibidas neste blog pertence ao acervo do Teatro da Pedra.

 
 
 

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© 2021 por Alícia Souza

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